segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O labirinto

As lagrimas marcam seu rosto. Está mais uma vez assistindo um filme que só passa em sua mente, mostrando em uma velocidade assustadora, tudo o que aconteceu nos últimos tempos. As lembranças boas somem com a mesma velocidade que aparecem, enquanto as ruins permanecem para sempre. Os sonhos bons são apagados ao abrir dos olhos, mas os sonhos ruins, ditos como pesadelos, permanecem nas noites seguintes, nos assombrando. Quando se passa muito tempo sem novas lembranças boas, sem novos sonhos bons, então tudo desaba, todas as crenças são sugadas, desaparecem, assim como as lembranças desse. Então me vejo perdida, presa, em um labirinto repleto de lembranças que gostaria de apagar, de lembranças que me afligem, que doem, que machucam demais. Não há para onde fugir, a única decisão que nos cabe tomar, é decidir continuar parada em um canto do labirinto com a cabeça entre os joelhos, com as lagrimas marcando seu rosto ou se levantar, erguer a cabeça e seguir. Sempre em frente, com a convicção que um lugar melhor existe e está a nossa espera.

Mariane Fernandes

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